BAPTISMO DO SENHOR

Dom, 12 – BAPTISMO DO SENHOR (Festa) – Ano A
Is 42, 1-4.6-7 / Slm 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 / Act 10, 34-38 / Mt 3, 13-17

Celebramos neste domingo a Festa litúrgica do Baptismo de Jesus. Nela, somos todos convidados a renovar o compromisso do nosso próprio baptismo, a vivermos na Igreja como elementos construtores do Reino anunciado por Jesus.

No domingo passado, a Solenidade da Epifania recordava-nos a manifestação de Jesus aos reis Magos, que vinham de lugares longínquos, representantes de todas as nações e raças da terra que não pertenciam ao povo de Israel. Hoje, é-nos manifestada a vida divina de Jesus no seio da Santíssima Trindade. O Evangelho de S. Mateus traz-nos o momento em que Jesus Se aproxima para ser baptizado no rio Jordão. Ao apresentar-Se diante de João Baptista, coloca-Se humildemente entre os pecadores que experimentam, na miséria, as fragilidades humanas. Por isso, diz Jesus frente às resistências de João: «Deixa por agora; convém que assim cumpramos toda a justiça». O baptismo de João conduzia ao arrependimento dos pecados, à conversão e ao perdão; aquele de Jesus traz consigo uma vida nova marcada pelos dons do Espírito Santo. Ao dar início à vida pública entre os homens, é pela voz e pela pomba – símbolo do Espírito Santo – que se revela a Santíssima Trindade: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». Pelo Espírito Santo, os homens e as mulheres de todos os cantos da terra podem participar da vida de Deus em Jesus Cristo. É Ele que revela que Jesus é a segunda Pessoa da Santíssima Trindade. Na contemplação da grandeza deste Mistério que a Igreja hoje celebra, peçamos a graça do Espírito que nos ajuda a viver como verdadeiros filhos de Deus, renascidos para uma vida nova, como continuadores da missão do próprio Cristo.

Ao lermos, na primeira leitura, as palavras do profeta Isaías, não podemos deixar de ver nelas uma antecipação da vida de Jesus, manifestada nas palavras escutadas no rio Jordão: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações». Deus olha para o seu Servo – Jesus –, o Messias esperado que vem trazer a justiça e anunciar o caminho das bem-aventuranças. No longo caminho da história da salvação, também nós fazemos parte dos eleitos de Deus, por quem Ele vela e cuida com amor e misericórdia. Não tenhamos medo de ir ao seu encontro neste início de ano, de Lhe entregarmos os sonhos e os projectos, as alegrias e as dificuldades. Basta a certeza de O ter ao nosso lado para mantermos a esperança no caminho.

Por fim, a leitura dos Actos dos Apóstolos apresenta-nos o discurso de Pedro em casa do centurião Cornélio, momentos antes de este ser baptizado. O Apóstolo recorda então o baptismo de Jesus, a manifestação do Espírito Santo e a realização das palavras dos Profetas antigos, como aquelas de Isaías, sobre a missão de Jesus passar «fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos». No seio da Igreja, somo convidados a pôr a render os dons que recebemos de Cristo ressuscitado, acolhendo em primeiro lugar o amor do Pai no Espírito Santo. Então, seremos também profetas da Boa-Nova de que o Reino de Deus já está no meio de nós.

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