Dia 15 de outubro memoria de Santa Teresa e aniversário de Dom Salvador

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Dom Salvador Paruzzo nasceu em Montedoro, província de Caltanissetta (Itália), em 15 de outubro de 1945, filho de Alessandro Paruzzo e Luigina Morreale Paruzzo. Seus pais, já falecidos, tiveram cinco filhos: Felicetta, Calogero, Giovanni e Alessandra, sendo Salvador o terceiro filho. A mãe ficou viúva em 1949 depois de oito anos de casamento, e levou em frente a família com coragem e determinação. D. Salvador realizou os estudos para o sacerdócio no Seminário Episcopal de Caltanisseta. Foi ordenado sacerdote por Dom Francisco Monaco, no dia 29 de junho de 1969. Nos seus 44 anos de vida sacerdotal trabalhou dez anos na Diocese de Caltanissetta, dez anos na Diocese de Piracicaba e outros dez anos na Diocese de Osasco. Na Diocese de Caltanissetta foi vigário em 1969, na Paróquia Santa Luzia em Caltanissetta, assistente diocesano dos Juniores da Ação Católica; Em 1970 participou da Escola Sacerdotal do Movimento dos Focolares em Grottaferrata (Roma); 1973 foi vigário na Paróquia de Santa Bárbara (Terrapelata) em Caltanissetta; Em 1974 Arcipreste na Paróquia Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Montedoro (CL); Em 1976 Arcipreste na Paróquia Matriz de São Ludovico em Mussomeli (CL) e Delegado do Movimento ‘’Paróquias Novas’’ para toda a Sicília.

Como missionário ‘’Fidei Donum’’ foi enviado pelo bispo Dom Alfredo Maria Garcia de Caltanissetta ao bispo de Piracicaba (SP), Dom Aniger Maria de Melillo. Durante os 10 anos em que atuou na Diocese de Piracicaba foi vigário na Paróquia de São Pedro (Vila Rezende), em 1979, e com o novo bispo Dom Eduardo Koaik trabalhou como Diretor Espiritual dos seminaristas de filosofia da diocese, em 1980. Foi animador diocesano da Pastoral Vocacional, Delegado do Movimento ‘’Paróquias Novas’’ para os Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro. Em 1984 foi Reitor do Seminário Teológico da Diocese e Vigário na Paróquia São José em Santa Bárbara D’Oeste, além de ser membro do Conselho dos Presbíteros. Na Diocese de Osasco, com o bispo Dom Francisco Manuel Vieira, atuou como Vigário na Paróquia Nossa Senhora das Graças em Vargem Grande Paulista; Foi membro do Conselho de Presbíteros, membro da equipe diocesana de formação permanente do clero, assistente na Mariápolis Araceli (agora Gineta), delegado dos sacerdotes responsável pela Escola Sacerdotal, diretor da revista ‘’Perspectivas de Comunhão’’, membro da redação da revista ‘’Cidade Nova’’.

No dia 15 de dezembro de 1998 o Santo Padre, o Papa João Paulo II erigiu a nova Diocese de Ourinhos, com território desmembrado da Arquidiocese de Botucatu e das Dioceses de Assis e Itapeva. Deste modo, nomeou o Padre Salvador Paruzzo como primeiro bispo de nova Diocese. No dia 30 de dezembro de 1998 a Santa Sé tornou pública a nomeação e, no dia 19 de março, Dom Salvador Paruzzo foi ordenado bispo na Mariápolis Araceli pelo Arcebispo de Botucatu Dom Antonio Maria Mucciolo, tomando posse da nova Diocese em 21 de março.

Fonte: http://dioceseourinhos.blogspot.com/2008/05/dom-salvador-paruzzo-bispo.html

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Santa Teresa d’Ávila
1515-1582

Com grande alegria lembramos, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada “Doutora da Igreja”: “Santa Teresa D’Ávila”.

Nunca um santo ou santa mostrou-se tão “carne e osso” como Teresa d’Ávila, ou Teresa de Jesus, nome que assumiu no Carmelo. Nascida no dia 28 de março de 1515, seus pais, Alonso Sanchez de Cepeda e Beatriz d’Ávila y Ahumada, a educaram, junto com os irmãos, dentro do exemplo e dos princípios cristãos. Aos sete anos, tentou fugir de casa e peregrinar ao Oriente para ser martirizada pelos mouros, mas foi impedida. A leitura da vida dos santos mártires tinha sobre ela uma força inexplicável e, se não fossem os parentes terem-na encontrado por acaso, teria fugido, levando consigo o irmão Roderico. 

Órfã de mãe aos doze anos, Teresa assumiu Nossa Senhora como sua mãe adotiva. Mas o despertar da adolescência a levou a ter experiências excessivas ao lado dos primos e primas, tornando-se uma grande preocupação para seu pai. Aos dezesseis anos, sua atração pelas vaidades humanas era muito acentuada. Por isso, ele a colocou para estudar no colégio das agostinianas em Ávila. Após dezoito meses, uma doença grave a fez voltar para receber tratamento na casa de seu pai, o qual se culpou pelo acontecido.

Nesse período, pela primeira vez, Teresa passou por experiências espirituais místicas, de visões e conversas com Deus. Todavia as tentações mundanas não a abandonavam. Assim atormentada, desejando seguir com segurança o caminho de Cristo, em 1535, já com vinte anos, decidiu tornar-se religiosa, mas foi impedida pelo pai. Como na infância, resolveu fugir, desta vez com sucesso. Foi para o Convento carmelita da Encarnação de Ávila.

Entretanto a paz não era sua companheira mais presente. Durante o noviciado, novas tentações e mais o relaxamento da fé não pararam de atormentá-la. Um ano depois, contraiu outra doença grave, quase fatal, e novamente teve visões e conversas com o Pai. Teresa, então, concluiu que devia converter-se de verdade e empregou todas as forças do coração em sua definitiva vivência da religião, no Carmelo, tomando o nome de Teresa de Jesus. 

Aos trinta e nove anos, ocorreu sua “conversão”. Teve a visão do lugar que a esperaria no inferno se não tivesse abandonado suas vaidades. Iniciou, então, o seu grande trabalho de reformista. Pequena e sempre adoentada, ninguém entendia como conseguia subir e descer montanhas, deslocar-se pelos caminhos mais ermos e inacessíveis, de convento em convento, por toda a Espanha. Em 1560, teve a inspiração de um novo Carmelo, onde se vivesse sob as Regras originais. Dois anos depois, fundou o primeiro Convento das Carmelitas Descalças da Regra Primitiva de São José em Ávila, onde foi morar. 

Porém, em 1576, enfrentou dificuldades muito sérias dentro da Ordem. Por causa da rigidez das normas que fez voltar nos conventos, as comunidades se rebelaram junto ao novo geral da Ordem, que também não concordava muito com tudo aquilo. Por isso ele a afastou. Teresa recolheu-se em um dos conventos e acreditou que sua obra não teria continuidade. Mas obteve o apoio do rei Felipe II e conseguiu dar seqüência ao seu trabalho. Em 1580, o papa Gregório XIII declarou autônoma a província carmelitana descalça.

 Apesar de toda essa atividade, ainda encontrava espaço para transmitir ao mundo suas reflexões e experiências místicas. Na sua época, toda a cidade de Ávila sabia das suas visões e diálogos com Deus. Para obter ajuda, na ânsia de entender e conciliar seus dons de espiritualidade e as insistentes tentações, ela mesma expôs os fatos para muitos leigos e não apenas aos seus confessores. E ela só seguiu numa rota segura porque foi devidamente orientada pelos últimos, que eram os agora santos Francisco Bórgia e Pedro de Alcântara, que perceberam os sinais da ação de Deus.

A pedido de seus superiores, registrou toda a sua vida atribulada de tentações e espiritualidade mística em livros como “O caminho da perfeição”, “As moradas”, “A autobiografia” e outros. Neles, ela própria narra como um anjo transpassou seu coração com uma seta de fogo. Doente, morreu no dia 4 de outubro de 1582, aos sessenta e sete anos, no Convento de Alba de Torres, Espanha. Na ocasião, tinha reformado dezenas de conventos e fundado mais trinta e dois, de carmelitas descalças, sendo dezessete femininos e quinze masculinos. 

Beatificada em 1614, foi canonizada em 1622. A comemoração da festa da transverberação do coração de Santa Teresa ocorre em 27 de agosto, enquanto a celebração do dia de sua morte ficou para o dia 15 de outubro, a partir da última reforma do calendário litúrgico da Igreja.

O papa Paulo VI, em 1970, proclamou santa Teresa d’Ávila doutora da Igreja, a primeira mulher a obter tal título.

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