Médica faz de sua profissão serviço de amor ao próximo

Sexta-feira, 13 de setembro de 2013, 08h52 | Atualizada, 09h22
Luciane Marins e Padre Roger Araújo

Da Redação

 

Arquivo pessoal
A médica Mônica Guarnieri Machado na África
No Canção Nova em Foco desta semana, padre Roger Araújo conversa com a médica Mônica Guarnieri Machado sobre seu amor à medicina e como há 25 anos ela faz de sua profissão um serviço de amor ao próximo. Movida por este serviço aos necessitados, a médica também escolheu atuar na ONG Médicos Sem Fronteiras.

“Gosto mesmo dessas questões mais sociais, humanas e humanitárias da medicina. Esse sempre foi meu norte”, afirma. Atualmente, Dra. Mônica trabalha na Prefeitura de Diadema (SP) no Centro de Referência DST/Aids, onde atende adolescentes portadores do HIV. “Sempre escolhi trabalhar no setor público próximo desses bolsões de pobreza”.

Acesse

.: Ouça entrevista na íntegra 

Sobre seu trabalho no “Médicos Sem Fronteiras”, a médica conta que há três anos têm visitado vários países onde as necessidades são maiores, um tipo de ação que caracteriza o trabalho da ONG.

Ao ser questionada sobre a escolha da profissão, Dra. Mônica explica que a vontade de ser útil e a necessidade de querer ajudar sempre a impulsionou. Ela ainda recorda a motivação que tinha aos 16 anos, quando optou pelo curso. “Quando eu conheci a possibilidade de ser médica missionária, eu decidi fazer medicina.”

A primeira experiência que teve na África foi de 2005 a 2007. Na ocasião, a médica trabalhava junto à ONG FIDESCO e morou 2 anos na Guiné. “Constatei que a pobreza é tão, mas tão maior [que no Brasil], as necessidades humanas são tão grandes, isso nos ajuda a primeiro valorizar o que a gente tem”, comenta.

Na entrevista, Dra. Mônica fala ainda sobre seus sonhos, conta sua experiência no trabalho com adolescentes portadores do HIV, explica porque exerce a medicina além das obrigações naturais da profissão. Ela destaca ainda como tinha boas condições de trabalho, mesmo em meio a tanta pobreza, no tempo que trabalhou na África.

“Na África o Sistema de Saúde é muito, muito precário, eles tem uma dependência quase que total dessas Organizações Humanitárias, sem elas, os trabalhos não aconteceriam. Muitos países não tem programa para atender pacientes com HIV, se não fosse a presença do Médico Sem Fronteiras lá, aqueles pacientes não teriam os medicamentos”, relata a médica. Ouça a entrevista na íntegra.

Sobre o Médicos Sem Fronteiras

Médicos Sem Fronteiras é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas. Criada em 1971 por médicos e jornalistas, a organização também tem o compromisso de denunciar o sofrimento das pessoas que atende e os obstáculos encontrados na tentativa de oferecer ajuda. Em 1999, MSF recebeu o prêmio Nobel da Paz.
Sobre a FIDESCO

Fundada em 1981 no seio da Comunidade Emanuel, e resultante de um encontro com bispos africanos, a Fidesco é uma ONG de solidariedade internacional que recruta, forma e envia voluntários para os países do Sul, durante um ou dois anos, colocando as suas competências profissionais ao serviço de projectos de desenvolvimento, na ajuda às populações locais ou em acções humanitárias. Os voluntários Fidesco colocam-se ao serviço das populações locais, sem distinção de etnias, religião ou cultura.

Anúncios