O Meu olhar, nesta imagem, é o mesmo que Eu tinha na Cruz

“O Meu olhar, nesta imagem,

é o mesmo que Eu tinha na Cruz.”

(Diário, 326)

A Sagrada Imagem de Jesus Misericordioso

(Diário, 22 de fevereiro de 1931)

À noite, quando me encontrava na minha cela, vi Nosso Senhor vestido de branco.

Uma das mãos estava erguida para a bênção, e a outra tocava-lhe a túnica, sobre o peito. Da túnica entreaberta sobre o peito saíam dois grandes raios, um era vermelho e o outro branco.

Em silêncio, eu contemplava o Senhor. A minha alma estava cheia de temor, mas também de grande alegria.

Logo depois, Jesus me disse: Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição: Jesus, eu confio em Vós. … Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte.

… Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja benta solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia.

Desejo que os sacerdotes anunciem essa minha grande misericórdia para com as almas pecadoras. Que o pecador não tenha medo de se aproximar de Mim.

Certa vez, cansada das diversas dificuldades que tinha por causa de Jesus falar-me e cobrar-me a pintura da Imagem, decidi firmemente, antes dos votos perpétuos, pedir ao Frei Andrasz que me dispensasse daquelas inspirações interiores e da obrigação de pintar a Imagem.

Depois de me ouvir em confissão, Frei Andrasz deu-me esta resposta: “Não dispenso a Irmã de nada. E a Irmã não pode esquivar-se dessas inspirações interiores. Mas deve, necessariamente, relatar tudo ao confessor, sem falta, porque de outra forma incorrerá em erro, apesar dessas grandes graças de Deus. Neste momento, a Irmã está se confessando comigo, mas saiba que devia ter um confessor permanente, isto é, um diretor espiritual.”

Fiquei imensamente preocupada com isso. Pensei que me livraria de tudo, e aconteceu o contrário: uma ordem explícita para atender aos pedidos de Jesus. E agora, um novo tormento, o de ainda não ter um confessor permanente.

…. Contudo, a bondade de Jesus é infinita e Ele prometeu-me ajuda visível na Terra. Recebi-a em breve, em Vilnius (Lituânia). Reconheci no padre Sopocko essa ajuda de Deus. Antes de chegar a Vilnius, conheci-o por uma visão interior. Certo dia, vi-o na nossa capela entre o altar e o confessionário. Então ouvi uma voz interior: Eis a tua ajuda visível na Terra. Ele te ajudará a cumprir a minha vontade. (Diário, 47-53).
http://www.sacralidade.com/espiritualidade/0154.faustina.html

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