O OTIMISTA VÊ OPORTUNIDADE EM CADA DIFICULDADE!

Fazei ECOAR, também os gritos…

Quando fui convidada para contribuir com o blog Catequese e Bíblia, me foi pedido que partilhasse minhas/nossas experiências catequéticas, tendo em vista a Iniciação à vida Cristã. Muitas dessas experiências são colocadas em meu blog pessoal e através desse trabalho, acabo recebendo recadinhos de catequistas de todo Brasil, partilhando suas conquistas, anseios, angustias, dificuldades na catequese. Alguns chegam aos meus ouvidos como um pedido de socorro.


Gostaria de partilhar por aqui alguns desses gritos, para que isso possa fortalecer a ideia de que realmente a maneira de formar cristãos, precisa urgentemente de uma renovação, conforme a Igreja vem nos propondo. Vejamos:


“Estou ajudando na coordenação da catequese de minha cidade e sinceramente, cogitei o uso do cartão de missa, pois por mais que os catequistas falem da importância da missa, cobrem a presença, a maioria ainda não freqüenta como deveria. Reunião de pais é um fracasso, uma meia dúzia aparece. No dia da 1ª comunhão, ano passado, muitas crianças foram sozinhas, ou com irmãos, mas a presença dos pais neste dia tão especial, lamentavelmente, foi péssima. O padre sempre fala nas missas da participação dos pais, mas ainda não fluiu muito. Então no momento não sei o que fazer…” 


Já nos dizia Winston Churchill, O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê oportunidade em cada dificuldade.


A questão da falta de envolvimento da família no processo catequético do filho, falta de comprometimento por parte daqueles que se dizem católicos, sequer com a missa dominical, nesse caso, a ausência na Primeira Eucaristia dos filhos, a falta de um processo continuado na educação da fé, tendo em vista a Iniciação Cristã, são fatos. Sendo assim, bispos, padres, catequistas otimistas, devem encarar tudo isso, como oportunidades para a tão desejada mudança.


O que fazer? De posse da realidade, deve-se estudar as propostas, as pistas de ação que a Igreja, os documentos, os estudos tem passado, elaborar um projeto, um plano de ação para a catequese, provocar uma mudança de mentalidade do que realmente consiste a catequese, qual sua meta e depois, o mais difícil, vestir a camisa, arregaçar as mangas e partir para a ação. Não existe caminho pronto, porém, todo caminho se faz dando um passo de cada vez.
O que não podemos é viver de saudosismo, pois os tempos são outros, nem melhores, nem piores, OUTROS. Também nós catequistas e porque não o clero, crescemos, amadurecemos na fé e percebemos que precisamos e devemos fazer mais, traçar novos rumos, pois a necessidade de se evangelizar também as famílias se torna palpável, gritante, como nos foi relatado:
No dia da 1ª comunhão, ano passado, muitas crianças foram sozinhas, ou com irmãos, mas a presença dos pais neste dia tão especial, lamentavelmente, foi péssima.” Realmente, isso não é só lamentável, mas, inaceitável. Aqui, não ouço apenas o grito de uma catequista, mas ouço um pedido de socorro por parte da família, como que dizendo: “ NÃO ENCONTRO SEQUER MOTIVOS PARA PARTICIPAR DA PRIMEIRA EUCARISTIA DO MEU FILHO(A)” 
Sejamos otimistas, façamos das dificuldades, oportunidades… As dificuldades estão aí, e as oportunidades também!
Lamentar-se, escabelar-se, no caso desse relato, os sermões do padre na hora da homilia, e muito menos o cartão de presença nas missas, não basta. O que é preciso,  é dar motivos, propor, oferecer, formar, enfim, não se conformar,  tomar ATITUDE.
“É somente numa profunda comunhão com ELE que os catequistas encontrarão luz e força para uma desejável renovação autêntica da catequese (CT)”
Lembrando que esse desejo de renovação, não é só do catequista, mas deve ser de todos nós, que formamos a Igreja de Cristo, cada um com sua responsabilidade, fazendo sua parte, conseguiremos num futuro próximo, não deparar com pais que não encontram motivos para participarem nem da Primeira Eucaristia do filho… A realidade é gritante, ouçamos…
AVANTE!!!
Imaculada Cintra
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