E o padre Giovanni, FOI. . . . Uma viajem com Pe. Giovanni até o aeroporto de Cumbica em São Paulo

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A simplicidade não faz parte das nossas vidas, dizemos que sim, teimamos que somos simples, dizemos que somos, mas que nada.
No momento de deixarmos para traz tudo àquilo que conquistamos ou adquirimos, ou que de certa forma faça parte de nosso cotidiano, nos agarramos e não queremos deixar nada para traz.
Na singela partida do PE.Giovanni este desprendimento aos bens materiais fui testemunha deste ocorrido.
Como foi:
Fiz a gentileza de leva-lo a S.Paulo para seu embarque, pois estávamos com viagem programada para o dia de seu embarque a Itália, fui com a camionete S10, imaginando que após nove anos de Salto Grandes ele teria uma bagagem considerável para levar, não só seus bens pessoais, mas presentes recebidos ou lembranças compradas, ele levaria consigo umas duas malas enormes, daquele tipo sanfona.
Para minha surpresa, ele levava nada alem de uma valise de mão e uma bolsa com roupas, uma pintura, que por sinal ficou em Salto Grande, que será enviada posteriormente,
E suas palavras foram:
“ Eu cheguei aqui em Salto Grande somente com esta valise, não levo nada, não quero nada, pedi a todos que não me dessem presentes, pois não poderia levar, parte das minhas vestimentas sacerdotais servem para o Pe. Alex, e ele tem o mesmo tamanho que eu,a partir de agora ele fica como responsável pela paróquia”.
“ Este deixar de levar ou ter as coisas é para mim um estado espírito de não me prender às coisas materiais ”.
“ Levo sim a lembrança de um trabalho feito, das pessoas, dos movimentos religiosos e que uma nova etapa se inicia, esta missão foi cumprida, e para frente teremos outra “
Neste momento sentimos a grandeza da pessoa, o seu exemplo, os seus valores foram sempre sentidos entre os seus paroquianos, sua conduta de induzir atividades e deixar que as pessoas seguissem seus passos, foram aspectos de seu comportamento reconhecido por todos.
Durante os nove anos que esteve conosco, foi marcante sua simplicidade, como atuava em seu ministério, na foto, foi a ultima missa rezada na comunidade do Rio Novo, onde era feita em algum quintal disponível, no primeiro dia após o Natal, procurava estar sempre perto das pessoas mais carentes, junto às crianças e tantos foram os exemplos dele para conosco que é difícil destacar um só.
Na despedida no aeroporto, relembramos a frase:

“O que seria da borboleta se o casulo não a permitisse que ela saísse para seu voo de liberdade”.

Mais uma vez, muito obrigado Padre, por ter estado conosco nestes nove anos.

Wilton Mazzini  – Colaborador

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