Francisco Xavier vida e missão

Animação Missionária

Etapa 1 – Espanha: a busca

Francisco nasce no castelo de Xavier, em Navarra (Espanha) em 7 de abril de 1506. Seu pai, Dr. João, é homem de posses, formado em Direito pela Universidade de Bolonha. Sua mãe, D. Maria, cria seus filhos na fé e na piedade cristã. Francisco é o caçula de cinco irmãos. A irmã mais velha, Madalena, sendo dama da rainha Isabel de Castela, renuncia ao mundo e torna-se monja. Francisco tem uma infância feliz. Depois, o jogo das alianças políticas envolve a família na guerra entre Navarra e Castela. Ajudados pelos franceses, os navarros ganham a batalha de Pamplona. Mas os castelhanos ganham a guerra. A família de Xavier é punida e fica na ruína. O pai morre e os irmãos mais velhos fogem. O jovem Francisco tem que administrar os negócios da família, dando provas de sua inteligência e simpatia pessoal. Terminada a guerra, o irmão mais velho, Miguel, volta a assumir a liderança da família. Francisco fica livre, então, para realizar seus sonhos: viajar para Paris, a fim de formar-se na melhor universidade da época. Tem dezenove anos e aspira a fazer carreira na vida eclesiástica.

Etapa 2 – Paris: a escolha

Em Paris, Xavier compartilha seu quarto, no Colégio Sta. Bárbara, com o jovem Pedro Fabro e com um estudante mais velho, atrasado nos estudos, mas muito avantajado na experiência de Deus: Inácio de Loyola. Xavier concluí o curso de Filosofia e começa a lecionar. Inácio consegue-lhe alunos e auxilia-o nas horas de aperto econômico. Ajuda-o, sobretudo, a refletir à luz do Evangelho: “Mestre Francisco, de que lhe vale conquistar o mundo inteiro, se vier a perder sua alma?”. A palavra e o exemplo de Inácio conquistam aos poucos o coração de Francisco para o seguimento radical de Jesus. Ele abandona tudo, seus sonhos, suas conquistas, sua vida promissora, para formar com Inácio e outros cinco amigos, um verdadeiro grupo de vida. E em setembro de 1534, faz os Exercícios Espirituais, durante 30 dias, sob a direção de Inácio. Dois anos depois, viaja a pé, com os demais companheiros de Inácio, de Paris a Veneza em direção a Jerusalém, atravessando regiões em guerra e montanhas nevadas, na época mais rigorosa do inverno europeu. No grupo, Xavier destaca-se pela alegria e bom humor.

Etapa 3 – Roma: a missão

Em Veneza, Xavier, Fabro e mais um companheiro, chamado Laínez, hospedam-se e trabalham gratuitamente no “Hospital dos Incuráveis”, onde são internados os que sofrem de doenças venéreas. Na festa de São João do ano 1537, Xavier e seus companheiros são ordenados padres. Alguns meses depois já se encontra em Bolonha, pregando em praça pública, cativando a simpatia do povo e rejeitando o dinheiro que lhe oferecem. Até que o excesso de trabalho e as penitências deixam-no amarelo e seco como um cadáver. Pensa-se até que Mestre Francisco “nunca serviria para mais nada”. Impossibilitado de participar da vida ativa dos outros companheiros, Francisco Xavier assume a função de secretário de Inácio, em Roma. Xavier despacha a correspondência. Um dia Inácio chama seu secretário e amigo e disse: “Mestre Francisco, sabeis que o Papa quer enviar dois de nós à Índia. Escolhemos Rodrigues e Bobadilla, mas este, agora, ficou doente. Então, esta é a sua empresa!” Xavier responde na hora: “Estou pronto”. Arruma sua trouxa e despede-se dos companheiros. Nunca mais os tornaria a ver nesta vida.

Etapa 4 – Índia: o pobre

Treze meses depois da saída de Lisboa, Francisco chegou a Goa, na costa ocidental da Índia. Francisco, seguindo o seu costume, hospedou-se no hospital e dedicou-se ao cuidado dos doentes. Visitava as cadeias, os leprosos fora da cidade, pregava nas ruas com cantos, orações, e até gestos que hoje chamaríamos de “expressão corporal”. De Goa, Xavier viaja para a cidade de Cochin e para o cabo de Comorin, no sul da Índia, onde passa um ano, evangelizando os Paravás. Esse povo era muito pobre e vivia arriscando a vida no fundo do mar à procura de pérolas preciosas. Infelizmente, as pérolas não enriqueciam os pescadores mas sim aos comerciantes muçulmanos, aos rajás hindus ou aos senhores portugueses. Os milagres atribuídos a Xavier, a personalidade extraordinária e a vida abnegada, sua fina sensibilidade humana e sua capacidade de adaptação aos mais diversos ambientes, tinham conquistado a admiração e o carinho de todos. Foi assim que nasceram, entre os pobres, as comunidades mais fervorosas da Igreja católica na Índia.

Etapa 5 – Malásia: a alegria

A missão de Xavier na Índia enfrenta dificuldades com os reis locais que perseguem os recém-convertidos, e com os soldados portugueses os quais, em vez de ajuda-lo, causam ainda mais problemas com seus costumes depravados. Xavier reconhece as injustiças às quais os povos indígenas são submetidos e não tarda em se distanciar do poder colonial ou, pelo menos, levantar a voz diante dessa situação, dirigindo-se por carta ao rei de Portugal com palavras duras. Decepcionado, decide ir a Malaca, na atual Malásia, onde, mais uma vez, seu jeito simples e amável ganhou a amizade, daquele povo. Fez muitas amizades com ricos e pobres, com poderosos e gente humilde. Convival e de bom humor, aceitava jantar em casas de pessoas bem abastadas, assim como se aproximava dos marinheiros para partilhar momentos de confraternização e de lazer. Era chamado pelo povo de “o alegre”. Em Malaca, Xavier haverá de voltar sempre que puder. A rede de amizade lhe renderá muitos apoios políticos e financeiros para suas viagens, como também algumas importantes desavenças que impediram sua viagem à China.

Etapa 6 – Indonésia: o desconhecido

No dia 1º de janeiro de 1546, Francisco Xavier parte para as distantes ilhas Molucas, sempre mais além, na atual Indonésia. Os amigos suplicavam a Xavier que não fosse a tais ilhas, onde antigos cristãos tinham abandonado a fé, matado os padres, queimado as igrejas e reconhecido a soberania de um fanático sultão. Falavam-lhe dos escravos do sultão, caçadores de cabeças, dos cristãos traiçoeiros que misturavam veneno na comida e bebida dos visitantes etc. O missionário destemido decide ir para lá, rumo ao desconhecido, para dar assistência aos cristãos abandonados. Diante do risco de morte lembra a palavra de Jesus: “Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor a mim, vai encontrá-la de novo” (Mt 16,25). Nas perigosas ilhas de Moro, Xavier passou três meses visitando todos os cristãos, pobres e analfabetos. Em nenhuma outra parte teve tantas e tão contínuas consolações espirituais quanto naquelas ilhas, onde carecia de todo conforto e ajuda humana. Por isso, escreveu aos: “É melhor chamar-lhes Ilhas de Esperar em Deus, e não ilhas de Moro”.

Etapa 7 – Japão: o outro

De volta a Malaca, Francisco Xavier encontra-se com três habitantes de uma terra há pouco descoberta, chamada Japão. Xavier já sonha de ir para lá, planeja a viagem e chega no Japão em 15 de agosto de 1549. Mesmo sendo bem recebido, compreende que as conversões são mais difíceis do que na Índia. Não tendo apóio na estrutura colonial portuguesa, Xavier é completamente hospede na casa dos outros. No rigor do inverno, caminha 400 km a pé, de Yamaguchi a Miyaco (hoje, Kyoto), capital do Império. O suposto “imperador” era apenas uma figura decorativa. Quando os missionários, pobremente vestidos, pedem audiência, perguntam-lhes sobre os presentes que deviam trazer. Diante dos senhores feudais de Yamaguchi e Bongo, mais poderosos do que o decadente imperador, Xavier apresenta-se com a melhor das aparências, como Núncio do Papa, com cartas do Governador e do Bispo de Goa e com diversos presentes. Depois de dois anos no Japão, sem notícias da Europa e da Índia, Xavier decide regressar à Índia, via Malaca. Deixa no Japão dois companheiros e várias comunidades cristãs já formadas.

Etapa 8 – China: o sonho

Xavier é convencido que não basta evangelizar o povo: é preciso também conquistar o reconhecimento e a estima de seus líderes. Infelizmente, o Japão é demais dividido por lutas feudais e ninguém parece governar a nação. Ao contrário, a China se apresenta como um país centralizado, bem administrado e culturalmente influente. Uma carta dos prisioneiros portugueses nos terríveis cárceres de Cantão, na China, motiva ainda mais o projeto de entrar no impenetrável continente chinês, acompanhando uma embaixada do rei de Portugal. Mas, em Malaca, o capitão Álvaro de Ataíde, almirante dos mares do Oriente, opõe-se à expedição à China. Mudado o plano inicial, o missionário não desiste: “Vou às ilhas de Cantão, desamparado de todo favor humano, na esperança de que algum gentio me levará à terra firme da China”. A inóspita ilha de Sancião, a 10 km da costa chinesa, é ponto de encontro dos mercadores chineses e portugueses. Lá, às portas da China, quase sozinho, Francisco Xavier encerra sua caminhada missionária. O missionário cai doente e morre em 3 de dezembro de 15

http://www.xaverianos.org.br/animacao-missionaria/

Anúncios