Palmas, testemunhos dos leigos emocionam…

O testemunho de oito leigos missionários, na manhã de sábado, 14, fez com que os mais de 200 participantes do mutirão de leigos mantivessem os ouvidos atentos a cada narrativa, conforme previsto na programação do 3º Congresso Missionário Nacional, 3º CMN, em Palmas/TO.
“É muito bom ver essa grande quantidade de leigos presentes e em missão”, disse Dom Leonardo Steiner, Secretário geral da CNBB, em congratulações com os presentes também compartilhadas pelo bispo de Palmas, Dom Pedro Brito. Em seguida, vieram as cores da missão pelos depoimentos partilhados em cinco minutos, com narrativas sobre algumas regiões brasileiras e continente africano. Escolhas e incentivos para a missão ad gentes, o cotidiano vivenciado e qual a experiência adquirida.

Francisco Batista, de Belém do Pará, por exemplo, contou sua experiência de dois anos em algumas cidades de Moçambique. Por meio dos missionários xaverianos, pode testemunhar e vivenciar celebrações, a vida das mulheres, a partilha nas ofertas, os momentos de ação de graças e fazer a partilha de tudo isso com seus registros fotográficos.

Em missão de Campinas/SP para o agreste pernambucano de Caruaru, nordeste brasileiro, a enfermeira Sonia Alten acredita ter contribuído para os cuidados de um lugar com altos índices de mortalidade infantil. No início, disse que se abalou com “o conformismo das mães ao ouvir ‘Jesus levou’, vendo pais e tios carregando pequenos caixões. Logo percebeu as condições locais e a má vontade política, em um verdadeiro “curral eleitoral” presente, em que só um candidato sempre ganhava. Com o passar do tempo, conseguiu formar grupos, fazer campanhas e consórcios para que as casas tivessem seus filtros de água e meios para projeto de banheiros. “Nessa luta, conseguimos abrir um posto de saúde, e aí tínhamos vacinas suficientes, ter uma horta no posto médico para produtos medicinais e combate aos vermes. Em cinco anos, conseguimos a zerar a estatística da mortalidade”, contou exultante a enfermeira, dizendo ter ainda muita história e piadas para contar, pois haviam muitas risadas, apesar do sofrimento do sertanejo.

Outra narrativa que despertou interesse foi a do casal Camila e Denílson, professora e funcionário público de Osório, Rio Grande do Sul. Foi um ano em Moçambique envolvidos no reforço escolar, oficinas de informático, trabalhos hospitalares e vários projetos que vale a pena voltar para outro período em missão.

Haydée Suyapa, natural de Honduras, disse que veio ao Brasil para ficar em missão por quatro anos, mas já está há 15 envolvida na realidade amazônica. Contou da formação familiar, do preparo religioso e profissional em direito internacional. “É importante a formação para saber o que vai se deparar, e o mais importante é conseguir se desprogramar para viver o processo da inculturação, da escuta, de guardar silêncio e escutar para saber onde é necessário para trabalhar”, afirmou Suyapa acrescentando que, para ela, Deus já escreveu a história de cada um e faz o chamado, sendo necessário ficar atento para a sua escuta.

O mutirão seguiu com a leitura dos textos produzidos pelos grupos de trabalho, contendo situações negativas, positivas, desafios e projetos da missão no Brasil, de modo a resultar em uma síntese do mutirão.

Por Cecília de Paiva, da Assessoria de Imprensa do 3º CMN

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