José, o Carpinteiro de Nazaré.

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 A expressão quotidiana deste amor na vida da Família de Nazaré é o trabalho. O texto evangélico especifica o tipo de trabalho, mediante o qual José procurava garantir a sustentação da Família: o trabalho de carpinteiro. Esta simples palavra envolve toda a extensão da vida de José. Para Jesus este período abrange os anos da vida oculta, de que fala o Evangelista, a seguir ao episódio que sucedeu no templo:

 

“Depois, desceu com eles para Nazaré e era-lhes submisso” (Lc 2,51). Esta “submissão”, ou seja, a obediência de Jesus na casa de Nazaré é entendida também como participação no trabalho de José. Papa João Paulo II – Redemptoris Custos, 22

 Por ocasião da 4ª. Semana Teológica e Pastoral de São José, ocorrida em Curitiba – Paraná, de 25 a 30 de outubro de 2011), o Pe. Michele Píscopo,  Superior Geral dos Oblatos de São José, Pe. Miguel como é conhecido aqui no Brasil, proferiu uma conferência sobre São José e a Espiritualidade do Trabalho.

 Naquela ocasião. Pe. Miguel evidencia que “o trabalho não é um fim da vida, mas um meio para vivê-la com dignidade. A vida é destinada para algo maior, para algo superior. e um fim todos os trabalhadores devem se sentir alunos de São José, companheiros e colegas do Cristo trabalhador”.

 Transcrevemos nesta Semente Josefina parte do seu pronunciamento, no qual ele apresenta José, o Carpinteiro de Nazaré, modelo para todos os trabalhadores. Vejamos:

 Abramos os evangelhos. Já nas primeiras páginas nos vem apresentado José, jovem carpinteiro de Nazaré, justo e místico. Embora sendo descendente do rei Davi, é um pobre operário, um simples, humilde e escondido homem de seu vilarejo. Pertence à classe operária e vive a dura experiência do trabalho feita de suor e de sacrifício. Provavelmente sonhava ou já tinha o seu projeto de vida pessoal: formar uma família numerosa, como era o costume do seu tempo, tornar-se um pequeno empreendedor e com a sua carpintaria dar trabalho e um futuro seguro aos seus filhos e suas respectivas famílias. Mas ao aceitar ser colaborador de Deus no Plano da Salvação, deixou à parte seus projetos pessoais para se colocar a serviço de toda a humanidade que devia ser redimida pelo Filho de Deus. Tão alta e grande é a tarefa que Deus lhe confia, quanto humilde e escondida tinha sido até então a sua existência.

 Imaginamos José na sua oficina de Nazaré, empenhado no trabalho cotidiano, sem se desanimar diante das fatigas. Com as mãos cheias de calos e o suor na fronte sustenta a família com o seu trabalho de carpinteiro e, ao mesmo tempo, vai ao encontro aos necessitados de seu povo que no lugarejo o interpela devido às suas necessidades. Não trabalha para enriquecer, quem sabe desonestamente e em detrimento dos menos favorecidos. Também por isso é chamado de “Justo” pelo evangelho. Quando foi viver em Belém, sem dúvida experimentou o desemprego que quer dizer pobreza e humilhação. Da mesma maneira, quando esteve perseguido e fugitivo político, foi obrigado a emigrar em um país estrangeiro (Egito) para salvar o Menino e sua Mãe, vivendo duros e amargos dias de desempregado. Podemos imaginas a sua tragédia: sem casa, sem trabalho, sem a certeza de poder se alimentar a cada dia, sem conhecer a cultura egípcia nem a língua e sem segurança de seu futuro. Abandonou-se nas mãos de Deus: não permanecendo no ócio e implorando fáceis milagres para resolver as suas necessidades, mas continuando na luta em busca de uma vida digna para si e para sua família.

A Igreja nos apresenta São José como modelo dos trabalhadores, ou seja, de todos aqueles que devem ganhar o pão por meio do trabalho. Foi o Papa Pio XII, que no ano de 1955, por ocasião do 10º. Aniversário da Ässociazione Cattolica Lavoratori Italiani”, instituiu a Festa de São José Operário a ser celebrada todos os anos no dia 1º. de maio. Esta festa ajudou a descobrir a dignidade e o significado do trabalho. De fato, o carpinteiro de Nazaré nos ensina o amor ao trabalho, a sua importância no contexto de sua dignidade humana, o espírito de laboriosidade, a consciência de uma profissão, a fidelidade ao dever, em suma, o valor profundo do trabalho. O exemplo de vida de São José é valido para todos os homens de todos os tempos, porque ele viveu uma tarefa de primeira grandeza, mas ao mesmo tempo secundária e silenciosa. Não aparece, e todavia está presente nos momentos em que se tem necessidade de um pai corajoso, pronto, rápido nas decisões e que sabe arranjar-se nas situações complicadas. Trabalhando com amor, sem perder tempo, sem diletantismos, sem agitação, sem conversa fiada, sem orgulho nem avareza. José nos diz que a Igreja desde os seus primórdios conhece o trabalho e o santifica. O Guardião do Redentor ensinou a Jesus a profissão de carpinteiro, mas deu-lhe, sobretudo um validíssimo exemplo daquilo a que a escritura chama “temor de Deus”, princípio mesmo da sabedoria, que consiste na submissão religiosa a Ele e no desejo íntimo de buscar e cumprir sempre a Sua vontade. João Paulo II escreveu: “Graças à bancada do trabalho junto a qual desenvolvia o seu ofício juntamente com Jesus, José aproximou o trabalho humano ao mistério da redenção” (RC 22). São José nos ensina todos esses valores com a sua característica de homem comum, um pai de família, um trabalhador que ganha a vida com as forças de seus braços. Esse fato tem para um significado que é motivo de reflexão e alegria. Na intimidade com ele descobre-se que o santo patriarca é um mestre da vida interior, pois ele nos ensina a conhecer Jesus, para vivermos com ele e sentir-nos parte da família de Deus.

 Todos os trabalhadores devem se sentir alunos de São José, companheiros e colegas do Cristo trabalhador. (Pe. Michele Píscopo, OSJ).

 4 Reflexão e Partilha

♦  Partilhar sobre as palavras do Pe. Miguel: São José nos ensina todos esses valores com a sua característica de homem comum, um pai de família, um trabalhador que ganha a vida com as forças de seus braços. Esse fato tem para um significado que é motivo de reflexão e alegria. Na intimidade com ele descobre-se que o santo patriarca é um mestre da vida interior, pois ele nos ensina a conhecer Jesus, para vivermos com ele e sentir-nos parte da família de Deus. Todos os trabalhadores devem se sentir alunos de São José, companheiros e colegas do Cristo trabalhador.

 5 Compromisso do Mês

Exercitar-se na prática de consagrar a Deus, pela intercessão de São José, todos os trabalhos que realizarmos.

 6 Oração Final

*Publicação Mensal da Congregação dos Oblatos de São José: Pastoral Josefino-Marelliana. Semente Josefina – Abril de 2012 – http://www.sementesjosefinas.blogspot.com

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