Salto Grande, duas datas para um centenário (1)

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Salto Grande celebra em 254 dias seu Centenário: dia 27 de Dezembro 2011 o Centenário da Emancipação Política do Município e no dia 6 de Setembro de 2012 a criação da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio. Na realidade historicamente foi a conquista e o reconhecimento da ação valiosa das famílias que cem anos atrás souberam apresentar para as autoridades as exigências daquele povoado pequeno, mas capaz de criar condições, no “sertão Paulista”, pra contribuir ao conhecimento e desenvolvimento daquela grande parte da região chamada nos mapas de “Terreno desconhecido”. Crescimento populacional , econômico, religioso merecia reconhecimento publico com a passagem de Vila a Município, de Capela a Paróquia. Naquela época juridicamente a Vila de Salto Grande era ligada a Santa Cruz do rio Pardo e religiosamente pertencia a paróquia de São Pedro do Turvo. Condições favoráveis foram a criação da Diocese de Botucatu e o ardor missionário de seu primeiro bispo Dom Lucio Antunes de Souza .  A Diocese de Botucatu “criada no ano 1908 no âmbito de um amplo processo de diocesanização do catolicismo brasileiro empreendido pelo episcopado nacional como a principal estratégia de reforma e reorganização eclesiástica ante as mudanças sociopolíticas do Brasil no prelúdio  da ordem republicana. A diocese era parte de um projeto eclesiástico, mas a criação desta nova circunscrição eclesiástica na região denominada à época como “sertão paulista” também atendia aos interesses das elites políticas e econômicas regionais e estaduais que contavam com os trabalhos da Igreja para mediar as relações com o povo, dirigir escolas e hospitais, civilizar os índios, enfim, modernizar o interior, integrando-o aos projetos civis de progresso e modernidade”. (Maurício de Aquino)

A instalação da Diocese de Botucatu aconteceu em 19 de outubro de 1908. A cerimônia realizou-se no dia 28 do mesmo mês. O documento do Sacri Consistorii caracteriza a nova diocese como de “ambitus latissime patet, et centumquinquaginta sub se complectitur incolarum millia cum circiter 40 parociis”.  De fato, era, em extensão, 128, 940 Km, a maior diocese do Estado de São Paulo, abrangendo cerca de 50% do território paulista, limitando-se, ao norte, com o Rio Tietê, ao sul, com o Rio Paranapanema, a leste, com o Oceano Atlântico, e, a oeste, com o Rio Paraná. Era composta, precisamente, por 53 paróquias. O número estimado de habitantes 437, 178 era o mais impreciso de todas as dioceses criadas em 1908 em virtude do pouco conhecimento da região. Os mapas das Comissões Geográficas e Geológicas chegavam a indicar muitos espaços da nova diocese como “terreno desconhecido” quando na realidade estavam ocupados por índios caingangues ou colonos migrantes de outros estados, sobretudo, de Minas Gerais. As visitas pastorais, a criação de paróquias, colégios e santuários contribuirão no sentido de apurar dados mais exatos sobre o território. O primeiro bispo de Botucatu foi D. Lúcio Antunes de Sousa nascido em Lençóis do Rio Verde, atual Espinosa, em Minas Gerais, no dia 13 de abril de 1863, filho do fazendeiro e major Antônio Antunes de Sousa e de dona Maria Joana da Soledade. Dom Lucio foi consagrado no dia 15 de novembro de 1908, dia de São Lúcio no antigo santoral, na capela do Colégio Pio Latino-Americano. Tomou posse da nova diocese, no dia 20 de fevereiro de 1909. (continua)

 Pe. Giovanni Battaglia

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