CEN 2010: Eucaristia, partilha e obras de Misericordia

Uma ella meditação preparando o Congresso Eucaristico Nacional e Diocesano

no site oficial do  CEN 2010  http://www.cen2010.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=260&Itemid=58

A Solidariedade Eucarística da Partilha

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12-Abr-2010

 

Quem se nutre do Cristo Eucarístico vive por Ele e com Ele revigora a solidariedade eucarística da partilha, dando consistência às obras de misericórdia propostas pela Igreja Nosso fecundo amor ao Cristo que se faz presente no Sacramento da Eucaristia com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, anima-nos a expressar por meio da caridade significativos gestos, ações e caminhos de solidariedade para com os mais necessitados e os excluídos da nossa sociedade. Quando participamos do Sacramento da caridade, nós somos convidados pelo Cristo Eucarístico a oferecer o fruto da terra e do trabalho humano, para que possamos receber do Altíssimo o Pão da vida eterna.  

A consolidação eucarística da nossa alma faz-nos perceber que, por meio da recepção do Sublime Sacramento do Altar, nossa vida adquire uma dimensão eucarística e passamos a expressar, por meio da hospitalidade e da acolhida, da comunhão e do perdão, do dom de si na atenção aos mais carentes, nosso estilo eucarístico de vida, manifestando sem reservas a profundidade da solidariedade eucarística. Por conseguinte, “é uma contradição participar da ação de graças de Cristo ao Pai, caso não se viva em coerência com a vida do próprio Senhor”. (Texto-base do XVI CEN, página 45). Diante do Altar do Senhor, quando buscamos ocasiões de ir ao encontro das necessidades do nosso próximo, assim como fez o nosso Redentor, nós adquirimos a convicção de que estamos cumprindo o mandamento do amor, contribuindo para a dignidade humana e para a fraternidade sem exclusões Quem se nutre do Cristo Eucarístico vive por Ele e com Ele revigora a solidariedade eucarística da partilha, dando consistência às obras de misericórdia propostas pela Igreja, respondendo com ações caritativas aos dramas da sociedade e às diversas formas de pobreza. A solidariedade eucarística constitui uma dimensão essencial do bem comum proposto pela comunidade eclesial. Nas Paróquias, nas comunidades e nos lugares em que os fiéis nutrem uma sólida piedade cristã e uma reta vivência eucarística, compreende-se a importância que têm os programas de ajuda humanitária desenvolvidos pela Igreja. Numa moderna cultura de solidariedade, o ser eucarístico deve reconhecer as responsabilidades sociais que lhe competem no que se refere ao bem de todos.  

A comunidade eucarística é a máxima expressão da força transformadora do amor acolhedor de Jesus e, por isso, por sermos cristóforos, nós temos que contribuir generosamente para que a sociedade seja mais sensível ao complexo problema dos marginalizados e dos excluídos. A maturação no seguimento de Jesus e o amor pela Eucaristia requerem que cada um de nós renove seu zelo, sua constância e seu ardor eucarístico. Esta maturação na vida eucarística faz-nos transformar nossa vida inteira, pois percebemos que Deus quer nos utilizar para socorrer as necessidades dos irmãos. Cremos e desejamos que o XVI Congresso Eucarístico Nacional seja sem exclusões e possa  atingir a todos os fiéis, independentemente da idade ou da condição social. Cremos e professamos que o XVI CEN é um acontecimento de singular importância para a Igreja em nossa Arquidiocese e em nosso país. Por isso, toda a programação deste evento foi preparada condignamente para expressar no horizonte da fé a consciência de que a Eucaristia é o Pão da Unidade dos Discípulos Missionários. Para expressar o desejo de que a nossa sociedade seja mais justa e fraterna, no dia 14 de maio de 2010, a pedido de Dom Cláudio Hummes – legado do Papa no XVI CEN – nós realizaremos no Santuário Nossa Senhora de Fátima, na Asa Sul, a  Santa Missa da Solidariedade com os excluídos e, em especial, com os moradores de rua. Após a celebração da Santa Missa, será realizado um almoço com os excluídos, testemunhando assim que a Eucaristia nos impulsiona a lutar em prol da melhoria da qualidade de vida dos irmãos mais carentes, motivando positivamente as realizações pessoais, comunitárias e transcendentes. Nossa fé eucarística deve sempre mais se traduzir em obras concretas de solidariedade. O Sangue de Cristo que circula em nossas veias pela recepção do Sublime Sacramento faz-nos buscar uma profunda comunhão com os irmãos mais necessitados de nossa ajuda. Os irmãos mais necessitados carecem da disponibilidade, do serviço e da entrega dos servos da Eucaristia que não poupam tempo ou esforços para servir nos hospitais, nos asilos, nas creches e em tantas outras instituições sociais, testemunhando assim uma bela e fecunda solidariedade eucarística. Esta missão não é um compromisso exclusivo dos nossos sacerdotes; afinal, é preciso também que os fiéis leigos se sintam corresponsáveis na obra e promoção da solidariedade.  Vamos concluir, professando que a Eucaristia é o ato soberano do amor que nos conduz à perseverança nas obras de caridade, objetivando que nossa doação ao nosso próximo seja uma clara manifestação de que, neste admirável Sacramento, Jesus permanece amando-nos sem reservas. Que belo é poder expressar, por meio de uma inquebrantável solidariedade eucarística, a profundeza do mistério eucarístico!  De alguma maneira, sempre que dobramos os joelhos diante do sacrário ou do Altar de Jesus Eucarístico,  ouvimos o próprio Cristo sussurrando em nossos ouvidos: “Vinde, benditos de Meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me”. (Mt 25, 34-36).  Que Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, repouso seguro dos excluídos, ajude-nos a expandir nossa solidariedade eucarística, a fim de que possamos ser a face misericordiosa do Cristo Eucarístico em meio aos irmãos mais necessitados. Maria, doce Mulher Eucarística, “faze-nos solidários com os pobres, os oprimidos e os excluídos”.  Assim seja! Amém!    Aloísio Parreiras (Membro da Comissão de Liturgia do XVI CEN)

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